Essa é a dúvida que segura muita gente. A resposta honesta: depende do roteiro, e tem opção para quase todo mundo.
O que torna a caminhada diferente
Andar na areia fofa consome mais energia que andar no asfalto ou na trilha firme. Some a isso o sol forte e a ausência de sombra. Por outro lado, o terreno é plano: não tem subida de montanha, não tem escalada, não tem exposição.
Na prática, o que pesa é o tempo debaixo do sol e o peso da mochila, não a dificuldade técnica.
Os níveis, na prática
Leve. Até 16 km divididos em dois dias, com muitas paradas para banho. Serve para quem caminha de vez em quando e está disposto a encarar o calor. É o caso de Uma Noite no Oásis e da versão com camping.
Moderado a intenso. De 30 a 37 km em dois ou três dias, com trechos de 12 a 14 km num dia só. Aqui já é bom ter o hábito de caminhar. É o caso da Trilha da Bonita e da Travessia Clássica.
Difícil. De 55 a 65 km em cinco dias, com dias longos e saídas de madrugada. Exige preparo e alguma experiência de trilha. É o caso da Travessia Tradicional e da Lençóis Radical, que ainda inclui 15 km de caiaque no último dia.
Como se preparar nas semanas anteriores
Não precisa de academia nem de treino de atleta. O que funciona:
- Caminhe. Duas ou três vezes por semana, aumentando aos poucos até fazer uns 10 km seguidos com tranquilidade.
- Caminhe com a mochila que vai levar, com peso dentro. Seu corpo precisa conhecer isso antes.
- Use o calçado da viagem nessas caminhadas. Bolha na travessia estraga o passeio.
- Acostume com o sol. Se puder, caminhe em horário quente pelo menos uma vez.
E se eu não aguentar?
O guia ajusta o ritmo ao grupo, e a gente para sempre que precisa. Mas vale saber: dentro do parque não existe estrada nem resgate rápido. Se alguém desiste no meio, a retirada em 4x4 é possível em alguns pontos e tem custo. Por isso a gente insiste em escolher o roteiro certo em vez do mais bonito.
Conte para a gente como está o seu condicionamento e a gente indica o roteiro com sinceridade. Fale com a equipe.

